Por Juliana Domingos de Lima
| Foto: Gabi Bernd |
No início de 2015, o assassinato do promotor argentino Alberto Nisman era um caldo em ebulição que prometia transbordar: horas antes de prestar um depoimento que implicaria o governo Kirchner num suposto acordo com o Irã para acobertar o atentado contra Associação Mutual Israelita Argentina (Amia), em Buenos Aires, em 1994, Nisman foi encontrado morto com um tiro na cabeça em seu apartamento. Jorge Lanata, jornalista-celebridade do Clarín, descreveu uma série de procedimentos que sucederam a morte e explicam por que o transbordo do caldo não aconteceu. Segundo Lanata, a polícia argentina esperou 4 horas para entrar no apartamento e alguém teve a ideia de buscar a mãe do promotor, a 40 km do local, para abrir a porta do local do crime, procedimentos muito incomuns logo após um assassinato.