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sábado, 4 de julho de 2015

Para Grizotti, uso de câmaras escondidas em reportagens é benéfica para sociedade

Foto: Beatriz Sanz
Para Giovani Grizotti, repórter investigativo do programa jornalístico Fantástico, da Rede Globo, o uso de imagens escondidas em reportagens se justifica pelos benefícios que suas revelações geram à sociedade. Na visão do jornalista, o uso da câmara escondida em uma reportagem de denúncia passou de principal prova de um crime para elemento complementar no processo de apuração jornalística.

"O interesse público que está por trás de uma imagem torna ético o uso da câmara escondida", ressaltou o jornalista em painel do 10º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, promovido pela Abraji, sob moderação de Fernando Molica.

Processos contra a imprensa levam a autocensura e inibem jornalismo investigativo

Por Juliana Domingos de Lima

Crédito: Camila Alvarenga
O hábito de processar a imprensa leva a autocensura, inibe o jornalismo investigativo e prejudica a liberdade de expressão. Com a internet, as pessoas "perderam" o direito de serem esquecidas. As redes sociais e as matérias publicadas nos sites mantêm indefinidamente o registro de casos que podem constrangê-las. Essa perenidade do conteúdo online fez aumentar as ações judiciais contra jornalistas nos últimos anos.

Emoção e multiplataformas são as apostas da Globo para Olimpíada do Rio


Por Caroline Monteiro

Foto: Camila Alvarenga
Não são só os atletas que precisam de preparação longa e intensa para um melhor desempenho durante os Jogos Olímpicos. Ainda em 2014, mais de dois anos antes da abertura, que acontece em agosto de 2016,  a equipe de jornalismo das grandes emissoras já está em aquecimento para a cobertura da primeira Olimpíada no Brasil. 

Foi sobre essa preparação que o jornalista Renato Ribeiro, responsável pelo projeto olímpico da Globo, falou em painel que debateu a inovação na cobertura em TV da Olimpíada de 2016, núltimo dia do Congresso da Abraji. "Estamos criando um evento multiplataforma, com três grandes plataformas integradas e trabalhando juntas."

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Para advogados, Judiciário usa delação premiada de forma arbitrária

Foto: Beatriz Sanz
Por Pâmela Ellen

Para alguns advogados criminalistas, a delação premiada vem sendo aplicada de forma arbitrária pelo Judiciário brasileiro. O professor de Direito Penal da USP David Azevedo e o advogado Fabio Tofic, representante de três executivos da Engevix no caso Lava Jato, ressaltam que o benefício concedido a políticos e empresários gera distorções e fere os princípios de justiça e igualdade.

Os especialistas participaram do painel "Direito de defesa e delação premiada na Lava Jato", realizado no 10º Congresso da Abraji, que também contou com uma mesa "Combate à corrupção e acesso à informação", com o juiz Sergio Moro.

Em crise, jornais impressos veem na tradição e na credibilidade a 'luz no fim do túnel'

Por Beatriz Atihe

Foto: Beatriz Sanz
Foto: Beatriz Sanz
O escritor britânico George Orwell dizia que a função do jornalismo é publicar aquilo que ninguém quer que seja publicado. A máxima foi usada pelo diretor de conteúdo do Grupo Estado, Ricardo Gandour, para explicar a relação da profissão com a sociedade nos dias de hoje. "Vivemos em uma sociedade em que tudo precisa dar certo e o jornalismo atrapalha. Conviver com o jornalista é conviver com o incômodo", disse no 10º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, em São Paulo.

Gaspari diz que imprensa 'comeu bola' no Fies

Por Karine Seimoha

Foto: Bruno Martins
Elio Gaspari, colunista da Folha de S.Paulo, veio hoje ao 10º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, em São Paulo, para falar de uma não-notícia: as mudanças do Financiamento Estudantil (Fies) ocorridas em 2010. Para ele, os jornalistas demoraram para perceber indícios de irregularidade no programa que custeia o estudo de milhares de jovens no Brasil.

A boa cobertura política deve confrontar quem está no poder, dizem repórteres

Leandro Souza e Rodrigo Rangel. Foto: Isabel Silva
Leandro Souza (à esq.) e Rodrigo Rangel. Foto: Isabel Silva
Por Helena Carvalho Mega 

A boa ​cobertura da política nacional, onde interesses e antagonismos estão constantemente em jogo, depende da capacidade de o jornalista filtrar quais informações merecerem virar notícia e saber questionar quem está no poder.

As conclusões são do repórter da Folha de S. Paulo Leonardo Souza e do editor da revista Veja Rodrigo Rangel, que participaram de painel sobre o tema no 10º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, promovido pela Abraji. A moderação foi realizada por Ricardo Galhardo, do Estadão.

Governo não tem plano para regularizar a mídia, diz secretário do Ministério da Comunicação

Por Keytyane Medeiros

Foto: Isabel Silva
Ainda não há um consenso sobre a regulação de rádio e TV no Brasil. O debate já se arrasta desde a época da redemocratização do país, em 1988, mas as posições sobre o tema continuam polarizadas e estiveram no debate "Lei de Meios: regulação ou censura?", realizado no 10º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Abraji. Apesar da polêmica, todos concordam em um ponto: é preciso alterar as regras do jogo da comunicação, tanto no que diz respeito à concentração midiática quanto no que diz respeito à garantia da liberdade de expressão. 

É preciso conhecer o Direito para cobrir o tema de forma precisa, diz promotor

Por Beatriz Quesada

Foto: Camila Alvarenga
Com 19 anos de carreira, o promotor de justiça em São Paulo e vice-presidente do Movimento do Ministério Público Democrático, discutiu a atuação da mídia e a cobertura jornalística em casos penais e ainda esclareceu ainda termos específicos da área jurídica e aspectos gerais da evolução da ação da justiça.

O promotor afirmou que a Justiça precisa de um tempo de maturação que nem sempre é aceito pelo ritmo do jornalismo. Para ele, o princípio fundamental que deve ser seguido tanto pelo Direito quanto pelo jornalismo é o bom senso: não se pode expor alguém ou classifica-lo como culpado antes do fim do processo legal: "Jornalista não é juiz", afirma.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Estudantes pesquisam formas de perseguição e violência contra jornalistas


Por Phillippe Watanabe


Foto: Phillippe Watanabe
Um jornalista precisa se acostumar com ameaças e, ao mesmo tempo, entender que uma pauta nunca valerá uma vida. Essa é a opinião unânime entre as fontes ouvidas por um grupo de estudantes da Anhembi-Morumbi para seu trabalho de conclusão de curso.

Es necesario un mayor esfuerzo para comprender a la Amazonia y sus habitantes, dice Eliane Brum

Por Ángela Reyes*

Foto: Camila Andrade
Para hacer buenos reportajes sobre la Amazonia, lo primero que hay que entender es que “no existe una Amazonia, sino varias” y serían necesarias múltiples vidas para conocerlas todas en profundidad, explicó durante su presentación en Abraji la reconocida periodista Eliane Brum.

Como preservar arquivos digitais

Por Mariana Bananal 


Foto: Alice Vergueiro
Saber organizar informações é fundamental para a realização de uma boa reportagem. No ambiente digital, onde os documentos e dados se espalham de uma maneira acelerada, a prática do arquivamento garante agilidade ao trabalho jornalístico, que se torna também mais eficiente. “O arquivo só é bom quando você consegue mantê-lo íntegro e acessível”, garante Ana Célia Navarro, presidente da Associação de Arquivistas de São Paulo e docente da PUC-SP, durante sua participação no 10º Congresso de Jornalismo Investigativo promovido pela Abraji, em São Paulo.

Universidade e movimentos sociais: estudantes debatem os bastidores das reportagens

Por Camila Alvarenga

Foto: Camila Alvarenga
Foi lendo um especial do jornal cearense, "O Diário do Nordeste", que a estudante Bárbara Rocha, da Universidade Federal do Ceará, conheceu a personagem que iria inspirar o seu primeiro grande desafio: o trabalho de conclusão de curso, essencial para se formar em jornalismo. A história de Pequena, primeira cacique do Brasil, da tribo Jenipapo-Kanindé, localizada na região metropolitana de Fortaleza, foi contada no livro-reportagem "Mulheres da Encantada", que aborda ainda as histórias de outras mulheres da tribo.