sábado, 4 de julho de 2015

Para Grizotti, uso de câmaras escondidas em reportagens é benéfica para sociedade

Foto: Beatriz Sanz
Para Giovani Grizotti, repórter investigativo do programa jornalístico Fantástico, da Rede Globo, o uso de imagens escondidas em reportagens se justifica pelos benefícios que suas revelações geram à sociedade. Na visão do jornalista, o uso da câmara escondida em uma reportagem de denúncia passou de principal prova de um crime para elemento complementar no processo de apuração jornalística.

"O interesse público que está por trás de uma imagem torna ético o uso da câmara escondida", ressaltou o jornalista em painel do 10º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, promovido pela Abraji, sob moderação de Fernando Molica.

Instituto Prensa y Sociedad crea base online de investigaciones de toda América Latina

Por Ángela Reyes*

Foto: Phillippe Watanabe
El Instituto Prensa y Sociedad (IPYS), una organización con base en Perú dedicada a promover el periodismo y la libertad de expresión en América Latina, creó una base digital que reúne investigaciones destacadas realizadas en la región durante 13 años. El objetivo, según explicó en Abraji su director, Ricardo Uceda, es presentar a periodistas, estudiantes y académicos herramientas para realizar buenas investigaciones a partir de ejemplos concretos.

Editor da Veja dá passo a passo de como construir uma grande-reportagem

Por Pâmela Ellen

Foto: Phillippe Watanabe
Para jogar luz em um caso esquecido e trazer a verdadeira história contextualizada à tona André Petry, editor da revista Veja, se debruçou durante seis meses na apuração da grande-reportagem "Terror silencioso", que aborda o assassinato do cineasta Eduardo Coutinho. Hoje, durante a mesa "Coutinho e o terror silencioso", no 10º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, o jornalista contou passo a passo como o trabalho foi produzido.

Prêmio de jornalismo destaca grandes reportagens produzidas por jovens estudantes

Por Letícia Ferreira
Foto: Phillippe Watanabe
Os estudantes de jornalismo tiveram um espaço privilegiado de debates durante do 10º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo. A "renovação do jornalismo" foi o tema da mesa que contou com a presença vencedores da edição de 2014 do Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, realizado pelo Instituto Vladimir Herzog, criado em 2009.

Experiências como as da estudante Paloma Rodrigues, que investigou o peso econômico e social das pensões pagas pelo governo a militares da reserva ligados à ditadura, foram debatidas por alunos e professores que se inscreveram para acompanhar o debate. Paloma enfatizou a oportunidade de realizar uma grande reportagem - algo que ela nunca tinha feito antes -, além da chance de lidar com o imprevisível. "Muita coisa mudou no meio do caminho e você precisa estar preparado para o que pode acontecer", disse.

Processos contra a imprensa levam a autocensura e inibem jornalismo investigativo

Por Juliana Domingos de Lima

Crédito: Camila Alvarenga
O hábito de processar a imprensa leva a autocensura, inibe o jornalismo investigativo e prejudica a liberdade de expressão. Com a internet, as pessoas "perderam" o direito de serem esquecidas. As redes sociais e as matérias publicadas nos sites mantêm indefinidamente o registro de casos que podem constrangê-las. Essa perenidade do conteúdo online fez aumentar as ações judiciais contra jornalistas nos últimos anos.

Emoção e multiplataformas são as apostas da Globo para Olimpíada do Rio


Por Caroline Monteiro

Foto: Camila Alvarenga
Não são só os atletas que precisam de preparação longa e intensa para um melhor desempenho durante os Jogos Olímpicos. Ainda em 2014, mais de dois anos antes da abertura, que acontece em agosto de 2016,  a equipe de jornalismo das grandes emissoras já está em aquecimento para a cobertura da primeira Olimpíada no Brasil. 

Foi sobre essa preparação que o jornalista Renato Ribeiro, responsável pelo projeto olímpico da Globo, falou em painel que debateu a inovação na cobertura em TV da Olimpíada de 2016, núltimo dia do Congresso da Abraji. "Estamos criando um evento multiplataforma, com três grandes plataformas integradas e trabalhando juntas."

Lava Jato: jornalistas contam sobre as dificuldades do furo durante a cobertura

Por Beatriz Atihe


Andréia Sadi, Juliano Basile e Sabrina Valle (Foto: Beatriz Sanz)
A dificuldade do furo e o contato com as fontes durante a apuração da Lava Jato foi tema de uma das mesas do 10º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo neste sábado (4).  A repórter da sucursal de Brasília do jornal Folha de S.Paulo Andréia Sadi, que publicou uma das primeiras reportagens sobre o esquema. "A operação é um déjà vu constante, porque a transparência dificulta o furo. Então quem chega primeiro no documento é quem dá o furo", afirma.