sábado, 4 de julho de 2015

Repórter que descobriu detenções secretas americanas encerra 10º Congresso da Abraji

Por Sara Abdo e equipe


Foto: Phillippe Watanabe
A repórter e escritora americana Dana Priest, do The Washington Post, encerrá hoje as mais de 30 horas do 10º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, que reuniu durante três dias em São Paulo, alguns dos maiores nomes do jornalismo. Vencedora do Pulitzer de 2006 pela extensa investigação sobre locais secretos de detenção dos EUA ao redor do mundo, Dana deu início à sua palestra comentando técnicas e procedimentos usados em mais de 30 anos de trabalho no mesmo jornal.

"O poder não está na informação, está na informação compartilhada", dizem cineastas

Por Luan Ernesto Duarte

Foto: Beatriz Sanz
A indústria da comunicação tem crescido vertiginosamente e junto com ela surgiram novas formas de comunicar. A cineasta e publicitária Flavia Moraes, vencedora da Palma de Ouro do New York Film Festival, Clio Awards, Cannes Lions International e Fiap, colocou o pé na estrada para entender essas mudanças. Percorrendo redações e agências de inovação no Brasil e no mundo, registrou a opinião de especialistas na área da comunicação. O resultado disso ela apresentou no 10° Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Abraji neste sábado (4).

Referentes del periodismo político brindan herramientas para superar el fla-flu partidario

Por Ángela Reyes*

Foto: Isabel Silva
José Roberto Toledo, Bob Fernandes y Kennedy Alencar, tres referentes del periodismo político en Brasil, dieron en Abraji distintas herramientas para evitar el fla-flu partidario en la cobertura: mantener los principios de equilibrio, independencia e imparcialidad que rigen la actividad periodística, utilizar los datos numéricos como fuente de información además de los diálogos con las fuentes y someter a discusión el la regulación de los medios y su financiamiento.

Em crise, jornais impressos ainda têm recursos 'sugados' para manter suas versões digitais

Por Karine Seimoha

Foto: Isabel Silva
A crise levou os jornais impressos ao seu volume morto. Assim, as publicações em papel estão tendo que "emprestar" receita e esforços para tentar alavancar suas versões digitais. A análise foi feita pelo jornalista Leão Serva, colunista da Folha de S.Paulo. Ele traçou um panorama sobre a qualidade dos jornais impressos e dos jornais digitais, em aspectos como a qualidade das notícias, a formação dos jornalistas incumbidos de cada matéria e a composição da receita do veículo. Também abordou a nova forma de comportamento de algumas grandes publicações feitas em redes sociais.

'Liberdade não pode existir apenas para uma categoria de pessoa', diz sobrevivente do Charlie Hebdo

Por Natacha Mazzaro

Foto: Phillippe Watanabe
O chargista Laurent Sourisseau, um dos sobreviventes do ataque  ao jornal satírico francês Charlie Hebdo, que deixou 12 mortos e 11 feridos, em janeiro, em Paris, disse hoje que o atentado não foi apenas contra os profissionais que fizeram desenhos sobre o Islâ e Maomé, mas contra a democracia e a liberdade em si. Cercado de um forte esquema de segurança, Sourisseau falou a jornalistas que participam do 10º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, promovido pela Abraji, em São Paulo.

"Fazer humor é algo extremamente sensível. Quando se fala em Islã, pior ainda", disse o cartunista, conhecido como Riss, aos estudantes e jornalistas presentes. "O Charlie Hebdo pagou um preço alto por isso."

Participantes avaliam o 10º Congresso da Abraji

Por Ruam Oliveira

Foto: Bruno Martins 
O 10º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Abraji, que aconteceu nos dias 2, 3 e 4 de julho em São Paulo teve 72 painéis com os assuntos mais discutidos na mídia nacional e internacional. Com cerca de 120 palestrantes e 600 inscritos, o evento mesclou mesas, seminários e cursos para mais de 800 participantes - incluindo os palestrantes - de diferentes Estados, e do exterior.

'Histórias humanas' dependem de empatia e confiança com a fonte

Por Sara Abdo
Foto: Camila Andrade
Nas coberturas "duras" do jornalismo, sobre política e economia, a relação entre repórter e fonte é frequentemente marcada pela desconfiança, mas, para revelar histórias e perfis humanos, de pessoas muitas vezes distantes da realidade do leitor, é preciso confiança, acesso e empatia. São 'personagens' assim que emergem das reportagens de Fabiana Moraes, repórter do Jornal do Commercio, de Recife, em Pernambuco.

Ela conversou com jornalistas sobre a delicada relação repórter-fonte, no 10º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, em São Paulo. Fabiana usou como principal exemplo a experiência que teve durante a apuração da troca de sexo de Joicy, protagonista do livro lançado durante o evento. "Com cinco meses de reportagem me mostraram, várias vezes, que a relação não é delicada e nem estável."